segunda-feira, 28 de maio de 2007

Em nome do jerk off.

EU ME AMO, DESCONSOLADAMENTE...

Nos dias de mais solidão
que vejo o quanto eu me gamo.
Me esqueço de ter coração
e uma comigo, eu tramo:
declaro-me por minha mão
e ela me diz "Eu te amo".

A mente me diz que esconde
um mui feminino rebanho
e quando eu descubro por onde,
extendo um bocado meu banho.
Daí o meu corpo responde
fazendo eu dobrar de tamanho.

No desenvolver desse ato
em vís pensamentos percorro,
coloco o pecado no tato
até sentir que quase morro
e sujo minh'alma, de fato,
sujando meus dedos de esporro.

Porém, depois disso me vejo
parado, com ele de fora,
sem graça, sem ar, sem cortejo
pra dar a quem muito me adora.
E não tem milagre ou manejo
que impeça a espinha que aflora.

2 comentários:

Sofia Nestrovski disse...

as coisas que vc cria tão ficando cada vez mais chatas.

Filipe Franco disse...

A mlehor poesia sobre punheta que eu já vi em toda a minha vida!

Ê, Rafa, cê é bão mesmo nisso. Na poesia!